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Como ler o relatório

O que significa cada dado e mapa do relatório de aplicação, com a parte correspondente do relatório ao lado.

O relatório em um relance

Cada aplicação gera dois documentos em orientação paisagem (A4): o relatório para o cliente, de 1 página, e o relatório técnico, de 3. Eles compartilham o mesmo número de operação e os mesmos dados de base; muda o público a que se destinam.

Relatório de exemplo para o cliente: 1 página com indicadores, mapa de cobertura e composição da calda
Relatório para o cliente · 1 páginaO que foi aplicado, onde e com qual resultado.
Página 1 do relatório técnico: indicadores operacionais e mapa dos trajetos de voo
Técnico · pág. 1Como foi o voo? Indicadores operacionais + trajetos de voo.
Página 2 do relatório técnico: composição da calda, desempenho por drone e qualidade da aplicação
Técnico · pág. 2Qual foi a qualidade? Calda, tabela por drone e qualidade A–D.
Página 3 do relatório técnico: quatro mapas de qualidade por variável
Técnico · pág. 3Onde houve variação? Mapas de calor por variável, escalas fixas.

Relatório para o cliente (1 página)Relatório para o cliente

A entrega ao produtor: comprovação do serviço realizado. No topo, os números da operação; no centro, o mapa do talhão com a área aplicada em verde; à direita, a composição da calda; embaixo, o QR de verificação e as assinaturas de ambas as partes.

Relatório técnico (3 páginas)Técnico · págs. 1–3

O documento interno do prestador. A página 1 mostra como foi o voo (indicadores operacionais e trajeto real); a página 2, a qualidade da aplicação (calda, desempenho por drone e nota de qualidade); a página 3, onde cada variável mudou (quatro mapas de calor do talhão).

Indicadores da operaçãoRelatório para o cliente · cabeçalho — Técnico · pág. 1

A faixa abaixo do cabeçalho resume a operação em números. O relatório para o cliente mostra seis; a página 1 do técnico acrescenta tempo operacional, drones e produtividade, com referências ao planejado.

Faixa de indicadores do relatório para o cliente: área, calda total, dose, cobertura, voos e altura
Relatório para o cliente · cabeçalho
Faixa de indicadores da página 1 do técnico: voos, área, calda, dose, tempo operacional, altura, drones e produtividade
Técnico · pág. 1

ÁreaCliente · cabeçalho — Técnico · pág. 1

Os hectares efetivamente aplicados (o que o drone cobriu, não o que foi planejado).

Detalhe técnico

Soma da área trabalhada informada por cada voo, convertida de m² para ha: Σ área ÷ 10.000.

Calda totalCliente · cabeçalho — Técnico · pág. 1

O volume total de mistura (calda) aplicado pelo drone, medido pelo próprio tanque. É o dado real de campo da quantidade aplicada.

Detalhe técnico

Σ consumo de pulverização por voo (mL → L), informado pelo medidor de vazão do drone. Na distribuição de sólidos, o indicador passa a kg, com dados do reservatório.

Dose de caldaCliente · cabeçalho — Técnico · pág. 1

Litros de calda por hectare, em média. É a taxa de aplicação.

Detalhe técnico

Calda ÷ área (L/ha). No quociente, entram apenas voos com área > 0 —um voo sem área registrada não pode reduzir o denominador e inflar a dose—; o indicador Calda total soma todos os litros.

CoberturaCliente · cabeçalho

Qual porcentagem do talhão operado recebeu aplicação. É o mesmo número do mapa central do relatório para o cliente.

Detalhe técnico

% de células da grade de 5 m (sobre a área operada) com pelo menos uma passada de pulverização. Veja a seção Os mapas → Cobertura.

Tempo operacional e efetivoTécnico · pág. 1

Quanto durou a operação do início ao fim (operacional) e quanto desse tempo foi voo (efetivo). A diferença corresponde a recargas, esperas e reposicionamentos.

Detalhe técnico

Operacional = tempo decorrido na janela: primeira decolagem − 20 min → último pouso + 20 min. Efetivo = Σ tempo de voo de cada voo.

ProdutividadeTécnico · pág. 1

Hectares cobertos por hora de operação real. Como usa o tempo operacional (incluindo recargas e esperas), é o número adequado para orçar jornadas.

Detalhe técnico

Área ÷ tempo operacional (ha/h). Atenção: na tabela por drone, a produtividade é calculada sobre o tempo de voo do drone, por isso pode ser maior que este indicador.

Altura médiaCliente · cabeçalho — Técnico · pág. 1

Altura média de voo sobre a cultura. Influencia a cobertura e a deriva: muito alto dispersa, muito baixo deixa faixas.

Detalhe técnico

Média da altura média de radar de cada voo. A legenda «dentro da faixa» do relatório técnico compara com a faixa de altura preferida configurada pelo operador no seu perfil (não é um limite fixo do sistema).

JanelaCliente · cabeçalho (Início/Fim) — Técnico · pág. 1

O horário de início e fim da operação no campo, incluindo preparação e encerramento.

Detalhe técnico

Primeira decolagem − 20 min → último pouso + 20 min, no fuso horário do operador. A margem de ±20 min cobre a preparação e o encerramento no talhão; é a mesma janela usada para medir o tempo operacional.

VoosCliente · cabeçalho — Técnico · pág. 1

Quantidade de voos (cargas de tanque) concluídos.

DronesTécnico · pág. 1

Quantidade de drones (unidades distintas) que participaram, com seus modelos.

Composição da caldaRelatório para o cliente · painel direito — Técnico · pág. 2 · § 2.0

A “calda” é a mistura líquida pulverizada: água mais os produtos. Esta tabela mostra sua composição.

Tabela de composição da calda: produtos com dose, volume carregado e % da mistura; linha de totais com produtos, água e calda total
A tabela § 2.0 da página 2 do relatório técnico. O relatório para o cliente mostra a versão compacta no painel direito.

Dose por produto

Quanto de cada produto foi aplicado por hectare, na sua unidade: L/ha ou cc/ha para líquidos, kg/ha ou g/ha para sólidos.

Detalhe técnico

cc = centímetros cúbicos = mililitros (1000 cc = 1 L). g = gramas (1000 g = 1 kg).

Vol. carregado

O total carregado de cada produto em todo o talhão: em litros para líquidos, em quilos para sólidos.

Detalhe técnico

Dose × área, expresso na unidade base do produto (L para líquidos, kg para sólidos).

% da mistura

Qual proporção da calda é ocupada por cada produto líquido. Os produtos sólidos mostram “—” porque não acrescentam volume à calda (dissolvem-se, não somam litros).

Detalhe técnico

Volume carregado do produto líquido ÷ calda total × 100. Não se aplica a sólidos.

Água

A água é o restante da calda: o que sobra ao descontar os produtos líquidos.

Detalhe técnico

Calda por ha − Σ produtos líquidos por ha (os cc/ha são convertidos ÷ 1000). Nunca é negativa: se os produtos declarados superarem a calda medida, mostra 0.

Calda total (mistura)

O volume total da mistura aplicada — o mesmo número do indicador “Calda total”.

Desempenho por droneTécnico · pág. 2 · § 2.1

Uma linha por drone com sua contribuição para a operação; a última linha é o total/média da frota.

Tabela de desempenho por drone: piloto remoto, voos, área, largura, calda, dose, tempo, produtividade, altura média, CV de altura e qualidade, com linha de totais
A tabela § 2.1: uma linha por drone e a linha de totais/média da frota. Abaixo, matrículas e CETA verificáveis na ANAC.

A tabela

Mostra, por drone: piloto remoto, voos, área, faixa de aplicação, calda, dose, tempo, produtividade, altura média, CV de altura e qualidade. Com um único drone, a linha do drone e a de totais coincidem.

Detalhe técnico

Área, calda e tempo são a soma dos voos do drone; dose = calda ÷ área; produtividade = área ÷ tempo de voo do drone (diferentemente do indicador geral, que usa o tempo operacional); largura = média da faixa de aplicação informada pelos seus voos.

CV de altura

Mede a constância da ALTURA de voo do drone (não da dose). É um dado informativo de pilotagem; quanto menor, mais uniforme.

Detalhe técnico

CV = desvio padrão ÷ média × 100 sobre as alturas médias de radar de cada voo do drone (calculado entre voos, não ponto a ponto). Não entra na nota de qualidade.

Qualidade (por drone)

A nota A–D desse drone conforme sua dose média em relação à meta: se a dose medida pelo tanque coincidiu com a meta.

Detalhe técnico

Viés = (dose do drone − meta) ÷ meta × 100; |viés| ≤5 % A · ≤10 % B · ≤20 % C · >20 % D. Sem dado do tanque, mostra «—». Com um único drone, a linha replica a nota geral (que também considera a cobertura). Em sólidos, não há classificação.

Qualidade da aplicaçãoTécnico · pág. 2 · § 2.2

Seis cartões que avaliam a qualidade da aplicação. A nota geral é a menor de duas: dose média em relação à meta e cobertura; as demais são diagnósticos.

Painel de qualidade da aplicação: qualidade geral, cobertura, dose média em relação à meta, área na faixa da meta, subdose e sobredose, cada uma com sua nota A–D
O painel § 2.2: seis cartões com nota A–D. A geral é a menor entre a nota de dose média em relação à meta e a de cobertura.

Qualidade geral

A nota global A–D da aplicação. É a pior de dois aspectos — dose média em relação à meta (a dose combinada foi aplicada?) e cobertura (o talhão foi coberto?) —: uma corrente é tão forte quanto seu elo mais fraco.

Detalhe técnico

geral = pior({on-rate, cobertura}). A área na faixa da meta, a subdose e a sobredose são mostradas como diagnóstico, mas não reduzem a nota; a sobreposição também não. Na distribuição de sólidos, o painel não se aplica (a cobertura é informada).

Cobertura

Qual porcentagem do talhão operado recebeu pelo menos uma passada. O que falta para 100 corresponde a faixas puladas ou bordas sem cobertura.

Detalhe técnico

% de células da grade de 5 m (sobre a área operada) com pulverização. Escala: ≥96 % A · ≥90 % B · ≥80 % C · <80 % D. A sobreposição (células com ≥2 passadas, como % das cobertas) é informada separadamente e não penaliza.

Dose média em relação à meta

Se o volume total aplicado coincidiu com a meta. Perto de ±0 % é perfeito.

Detalhe técnico

Viés = (taxa real − meta) ÷ meta × 100, em que a taxa real se baseia no tanque (litros totais medidos ÷ hectares), não em estimativas. A meta vem da calda em L/ha da ordem de serviço; se a ordem não tiver dose, usa-se a taxa medida (o viés fica em 0). Escala: |viés| ≤5 % A · ≤10 % B · ≤20 % C · >20 % D.

Na faixa da meta

Qual porcentagem do voo ficou dentro da faixa correta de dose (±15 % da meta). Quanto maior, melhor.

Detalhe técnico

Taxa instantânea ponto a ponto: L/ha = vazão (mL/min) ÷ (velocidade (m/s) × 60 × faixa de aplicação (m)) × 10, sobre os pontos em pulverização; são excluídas curvas e frenagens (velocidade < máx(2 m/s, 50 % da mediana)), em que a taxa dispara pela relação física 1/velocidade. Na faixa da meta = % de pontos dentro de meta ± 15 %. Escala: ≥80 % A · ≥70 % B · ≥55 % C · <55 % D. A faixa ±15 % é calibrada para condições reais de campo: só a calibração do medidor de vazão tem 9,5–17,7 % de erro.

Subdose

Porcentagem do voo que recebeu menos de 80 % da dose alvo: zonas com aplicação insuficiente, com risco de perda de eficácia.

Detalhe técnico

% de pontos com taxa < 80 % da meta. Escala: ≤5 % A · ≤15 % B · >15 % C.

Sobredose

Porcentagem que recebeu mais de 120 % da dose alvo: desperdício de produto e risco de fitotoxicidade.

Detalhe técnico

% de pontos com taxa > 120 % da meta. Escala: ≤5 % A · ≤15 % B · >15 % C.

A escala A–D e a sobreposição

A excelente, B bom, C aceitável, D a revisar. A sobreposição (área com duas ou mais passadas, típica em cabeceiras e curvas) é informada como dado de eficiência, mas não reduz a nota: é geometria da trajetória, não um defeito da aplicação.

Os mapas

Os mapas mostram onde e como foi feita a aplicação, sobre a imagem de satélite do talhão. As ilustrações deste guia vêm de uma aplicação real e estão SEM o fundo de satélite, para não divulgar a localização da propriedade de um cliente; seu relatório inclui esse fundo.

Mapa dos trajetos de vooTécnico · pág. 1

O trajeto real de cada drone sobre o talhão. Em cores = passadas de trabalho (pulverizando); em cinza = deslocamentos (sem pulverização). Cada drone tem sua própria cor.

Mapa com os trajetos de voo: passadas de trabalho na cor de cada drone e deslocamentos em cinza
O trajeto real sobre o talhão: passadas de trabalho em cores, deslocamentos em cinza, com legenda por drone e escala.
Detalhe técnico

Desenhado em resolução completa (sem simplificar o trajeto) sobre imagem de satélite. Os trechos são separados conforme o estado de pulverização da telemetria: pulverizando = cor do drone, deslocamento = cinza. São desenhados até 6 drones por mapa.

Mapas de calor de qualidadeTécnico · pág. 3

Quatro mapas de calor do talhão — dose, altura, velocidade e área varrida — para ver onde cada variável mudou. A dose é lida em % da meta: verde é a faixa aceita, azul é subdose, âmbar/vermelho é sobredose. As zonas sem dados ficam transparentes.

Quatro mapas de calor do talhão (dose em % da meta; altura, velocidade e área varrida com escalas absolutas fixas) e o quadro de como ler esses mapas
Os quatro mapas de calor da página 3, cada um com sua escala embaixo e o μ±σ real no canto superior direito: a dose em % da meta, os demais em unidades absolutas.
Detalhe técnico

Grade de 10 m por célula, média por célula. A dose é representada em % da meta (dose da célula ÷ meta × 100) sobre um domínio fixo de 40–160 %, com cortes rígidos em 80 e 120: <80 % subdose (azuis) · 80–120 % faixa aceita (verdes; 80 e 120 incluídos, verde mais intenso em 100 %) · >120 % sobredose (âmbar → vermelho) — os mesmos limites dos cartões Subdose/Sobredose. A mesma cor significa a mesma avaliação em qualquer relatório, tanto na pulverização quanto na distribuição de sólidos. A meta é a dose da ordem de serviço; se a ordem não tiver dose, a média aplicada (litros ou quilos medidos ÷ ha); o subtítulo do mapa mostra a meta com sua unidade (L/ha para líquido, kg/ha para sólido) e sua origem («da ordem» / «média do tanque» / «média do reservatório»), e o μ±σ é expresso em %. As demais escalas permanecem absolutas e fixas para comparar datas e talhões: altura 2–10 m, velocidade 2–20 m/s, área varrida 0–100 %. Paleta Turbo (azul = baixo → vermelho = alto) nas escalas absolutas; a cobertura usa verdes. As lacunas de amostragem (telemetria ~1 Hz) são preenchidas com a média das células vizinhas apenas dentro da faixa de aplicação: uma faixa realmente pulada fica transparente.

CoberturaRelatório para o cliente · mapa central — Técnico · pág. 3

Qual proporção do talhão operado recebeu aplicação (verde) e o que ficou sem cobertura.

Mapa de cobertura do relatório para o cliente: o polígono aplicado em verde, com a porcentagem de cobertura e a legenda aplicado / sem aplicação
A camada «Cobertura · Binária» do relatório para o cliente: aplicado em verde, falhas sem aplicação visíveis.
Detalhe técnico

% de células da grade operada com pulverização (≥1 passada); a sobreposição (≥2 passadas) é informada separadamente. No relatório para o cliente, a camada «Cobertura · Binária» representa o polígono realmente aplicado — o trajeto de pulverização dissolvido com a faixa de aplicação — sobre a imagem de satélite do talhão.